Atitudes Antiéticas em Relacionamentos Profissionais

29.06.2020

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Vivemos em um mundo cheio de riscos e de indivíduos dispostos a fazer mal a outras pessoas diante de oportunidades de ganho pessoal. As empresas têm muito dinheiro circulando internamente, e existem muitas situações em que as pessoas podem, de forma antiética, tentar tirar vantagem. Quando uma empresa opera de maneira imoral, a fim de maximizar seus ganhos, apesar das consequências potencialmente desastrosas, chamamos isso de lucro. Exemplos de lucro obtido por meio de ações antiéticas podem assumir a forma de variação de preços; por exemplo, muitas empresas têm tido custos altos com máscaras cirúrgicas necessárias para proteção de vidas e tratamento de pessoas com COVID-19; mas isso também pode ocorrer na forma de fixação de preços, quando várias empresas de um único setor, por exemplo, o setor de Internet, acordam entre si para não baixar seus preços a partir de um determinado valor.
Além das atividades externas, quando falamos de corporações, precisamos olhar para a fonte mais comum de fraude corporativa - os “insiders” (funcionários com informações privilegiadas). Especialmente com o surgimento dos firewalls e, em seguida, do armazenamento de informações confidenciais em nuvem, as ações desses funcionários podem provocar prejuízos maiores do que os causado por crimes cibernéticos. Às vezes, isso acontece com a colaboração do funcionário, por ter sido enganado, e em outras ocasiões, de forma intencional motivada pelos interesses do próprio funcionário. Ainda é possível que ocorra uma violação de dados, na qual os fraudadores se passam por representantes da empresa ou de uma empresa autorizada, solicitando informações confidenciais ou alteração de senha por meio de formulários falsos de redefinição de senha. Independentemente disso, as empresas são, sem dúvida, aconselhadas a acompanhar de perto todas os seus processos para proteger seus interesses. O monitoramento de funcionários é legal se realizado nos próprios dispositivos e contas da empresa, podendo estender o registro de todas as interações por meio do uso desses dispositivos. Isso ajudará não apenas a eliminar acontecimentos ocultos que causam problemas na empresa, mas também servirá como evidência, caso a situação chegue a um processo judicial ou investigação criminal. 

É bem comum o surgimento de conflitos de interesse em situações onde o funcionário tem o controle do dinheiro, e isso pode ser realmente tentador. Um funcionário pode faturar uma impressora com o valor de 300 dólares, quando custa apenas 50 e depois embolsar os 250 dólares restantes. Uma organização sem fins lucrativos pode ter seus cheques preenchidos e armazenados fora do sistema financeiro no qual o dinheiro não é contabilizado e acaba sendo desviado. Uma das principais maneiras de mitigar o suborno e a corrupção é ter o maior número possível de políticas e procedimentos, e realizar eventos nos quais os funcionários são lembrados com frequência sobre essas políticas. Quanto mais esforço for feito para esse fim, mais difícil será para o funcionário alegar que não tinha conhecimento dos procedimentos desenhados para evitar comportamentos inadequados. Políticas anti-suborno e corrupção podem determinar que notas fiscais precisem passar por vários gerentes de diferentes hierarquias em uma linha de comunicação, como o financeiro chefe e o conselho executivo, que devem colocar suas assinaturas nessas notas. Ignorar descaradamente políticas tão claras e de forma constante, exporia facilmente o autor e, portanto, seria improvável que ele o fizesse.

As políticas e procedimentos servem apenas para melhorar os processos corporativos. Vale a pena informar aos seus clientes que você nunca solicitará suas informações pessoais por e-mail, dando brecha para que um fraudador se passe por você com a intenção de atrair clientes e não possa convencê-los a entregar seus dados de login ou informações de cartão de crédito.